No Aberto do Brasil, realizado há um mês, organizei um trabalho rápido de contagem e análise de resultados, sobre os erros não forçados dos jogadores TOP presentes no evento. Consideramos como “erros não-forçados” todo tipo de ponto entregue por um jogador através de erros recepção, de saque, de ataque em bolas fáceis, enfim, todo tipo de falha ocorrida em situações onde não aparecia nenhum tipo de dificuldade.
O meu objetivo era mostrar aos nossos jogadores como é determinante para o resultado final, a gente entregar o mínimo de pontos facilmente aos nossos adversários. Na maioria das vezes a diferença de nível não está em um ataque mais forte, ou na capacidade de vencer pontos bonitos. A regularidade e a qualidade dos golpes de começo de ponto são fatores que fazem a diferença no jogo de alto nível.
Reuni os atletas das Seleções Juvenil e Infantil, masculinos e femininos para executarem a tarefa de coleta dos dados: foram organizados em grupos e cada grupo ficou responsável por anotar os erros não-forçados dos dois atletas de uma determinada partida.
Ao receber os resultados das amostras, alguns jogos chamaram-me a atenção:
1) Sayaka Hirano (JPN) X Jun Hye Kyung (KOR), apenas um erro fácil durante a partida toda. Foi uma bola alta para a japonesa que acabou atacando para fora. Somente um erro desse tipo durante toda a partida, mostra porque as duas atletas figuram entre as melhores do mundo.
2) Tie Yana (HKG) X Yuka Ishigaki (JPN).
O placar do jogo foi 4 a 3 para a japonesa. O placar geral dos erros foi o seguinte:
Tie Yana X Yuka Ishigaki
1º - 05 / 02 ( vitória de Yuka)
2º - 02 / 01 ( vitória de Tie)
3º - 02 / 00 ( vitória de Tie)
4º - 05 / 02 ( vitória de Yuka)
5º - 05 / 00 ( vitória de Yuka)
6º - 03 / 05 ( vitória de Tie)
7º - 06 / 02 ( vitória de Yuka)
Vejam que a japonesa foi mais regular durante todo o jogo. Os sets que terminaram com vitória de Tie Yana, apresentaram números baixos por sua parte. Quando Tie Yana perdeu, mais da metade dos pontos perdidos foram por causa de erros próprios. Muita coisa contra uma adversária tão regular como Yuka.
1) Sayaka Hirano (JPN) X Jun Hye Kyung (KOR), apenas um erro fácil durante a partida toda. Foi uma bola alta para a japonesa que acabou atacando para fora. Somente um erro desse tipo durante toda a partida, mostra porque as duas atletas figuram entre as melhores do mundo.
2) Tie Yana (HKG) X Yuka Ishigaki (JPN).
O placar do jogo foi 4 a 3 para a japonesa. O placar geral dos erros foi o seguinte:
Tie Yana X Yuka Ishigaki
1º - 05 / 02 ( vitória de Yuka)
2º - 02 / 01 ( vitória de Tie)
3º - 02 / 00 ( vitória de Tie)
4º - 05 / 02 ( vitória de Yuka)
5º - 05 / 00 ( vitória de Yuka)
6º - 03 / 05 ( vitória de Tie)
7º - 06 / 02 ( vitória de Yuka)
Vejam que a japonesa foi mais regular durante todo o jogo. Os sets que terminaram com vitória de Tie Yana, apresentaram números baixos por sua parte. Quando Tie Yana perdeu, mais da metade dos pontos perdidos foram por causa de erros próprios. Muita coisa contra uma adversária tão regular como Yuka.
3) Li Jia Wei (SIN) X An Konishi (JPN)
1º. - 01 / 07 ( 11-9 para Li Jia Wei)
2º. - 03 / 07 ( 11-7 para Li Jia Wei)
3º. - 03 / 05 ( 11-5 para Li Jia Wei)
4º. - 01 / 03 ( 11-7 para Li Jia Wei)
Nesse jogo chamo a atenção para o placar dos dois primeiros sets: 11 a 9 com 7 pontos cedidos facilmente pela japonesa. Isso significa que Li Jia Wei precisou trabalhar efetivamente por 4 dos 11 pontos obtidos. Isso nos faz pensar que se Konishi fosse um pouco só mais regular, poderia ter vencido esse primeiro set até com facilidade. O mesmo raciocínio pode ser feito para interpretar os números do segundo set.
Esses resultados são pequenos exemplos da importância que devemos dar a duas coisas:
a) Nos treinamentos, as primeiras bolas precisam ser treinadas com a mesma dedicação que damos às bolas de ataque, ao Drive X Drive, ao Backhand. Os técnicos precisam estimular seus comandados a praticar muito saque, recepção, bolas curtas, colocação de bolas nas diagonais abertas, Flip ou Harau, e variações.
b) Quando nosso atleta comete um erro por falta de atenção ou displicência, deve-se chamar a atenção para essa ocorrência. A falta de capricho é a principal causa da maioria dos erros de natureza fácil. Isso deve ser corrigido nos treinos para que não ocorra nos jogos.
Eu e o Rodrigo Kojima reunimos nossos atletas e fizemos essa análise em conjunto. Quanto mais atletas se conscientizarem disso, maior será o crescimento do nosso nível de maneira global.
Lincon Yasuda

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